domingo, 13 de janeiro de 2013

Não quero simplesmente Enxugar tuas lágrimas Que caem feito final tarde, Quero sentir todos os Teus sabores, desfrutando Pelas colinas do sentimento, O perfume das violetas Que ardem na sinuosidade E nos aclives desta silhueta Deslumbrante, entoando Como um violino o Suspiro da paixão! Não quero apenas Ouvir o som da tua íris Que canta ao silêncio, Quero embriagar-me em Tuas praias, me deleitando Pelos cômodos do anoitecer, A candura das rosas, Que desaguam na sublimidade E nos jardins deste corpo Magnânimo, orquestrando Como um piano de cauda O prazer em comunhão! Não quero somente colher tTus frutos pecaminosos Que se abrem feito luar de ilusões, Que desabrochar-me em Teus favos, me deliciando Pelos estuários das almas, A canícula destes lábios De raro esplendor, Em insanas melodias, Feito um coral em duo Na jovialidade da compaixão!

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